Sim, está incluído. Um ônibus busca você diretamente no seu hotel em Atenas às 7:00–7:30 da manhã. Depois do cruzeiro, na volta ao Pireu (~19h30), o traslado de volta ao hotel é providenciado.
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Três joias do Golfo Sarônico em um único dia — mar, ilhas, almoço e show folclórico a bordo de um navio de três conveses. ⛵
Hydra — uma ilha sem um único motor, onde os burros fazem as vezes de táxi e os casarões de pedra lembram os almirantes da Guerra da Independência. Poros — uma ilhota verde com pomares de limão, bosques de pinheiros e as ruínas do Templo de Poseidon, onde Demóstenes tomou veneno. Egina — a primeira capital da Grécia livre, berço da primeira moeda da Europa e dos melhores pistaches do mundo.
Um navio de três conveses, com salões climatizados, um amplo deck de sol e janelas panorâmicas em todos os níveis.
No convés inferior fica o restaurante onde o almoço é servido. O convés do meio tem salões com bares, Wi-Fi, uma boutique e uma orquestra ao vivo que toca desde cedo. O convés superior é um deck de sol aberto, com bar e áreas de descanso, de onde se veem as três ilhas e a costa do Peloponeso.
Partida do porto às 8h00 · Poros ~50 min · Hydra ~1.5 h · Egina ~2 h · Volta ~19:30
Abaixo — um olhar detalhado sobre cada ilha, com fotos e vídeo.
Boa viagem virtual!
Na Antiguidade a ilha se chamava Kalavria e era consagrada a Poseidon, deus dos mares. No alto havia um templo, cujas ruínas se veem até hoje. Foi aqui que o grande orador Demosthenes se refugiou quando os assassinos macedônios vieram atrás dele. Abrigado no santuário, ele bebeu veneno — e o Templo de Poseidon tornou-se o cenário de suas últimas palavras.
Durante a revolta grega de 1821, Poros virou a base da frota rebelde e, depois da vitória, ficou sendo a primeira base naval da Grécia livre. Na ilha repousa o capitão Frank Hastings — um filo-heleno inglês que comandou o Karteria, o primeiro navio de guerra a vapor da história. Depois de Byron, o estrangeiro mais famoso a dar a vida pela liberdade da Grécia.
A Poros de hoje são pinheiros que descem até a beira da água, o famoso Limonodásos — um bosque de 30.000 pés de limão e laranja — e uma orla de onde se vê o Peloponeso à distância de um braço. Suba até a torre do relógio na colina: dali a ilha inteira se abre como a palma da mão, e o estreito entre Poros e o continente parece um rio.
Quando o navio entra no porto de Hydra, você percebe: não é apenas uma ilha, é um cenário de cinema em que você foi escalado como protagonista. Um anfiteatro de casarões de pedra sobe da água pela encosta, e cada casa é um monumento à época em que Hydra era a “pequena Inglaterra”. No início do século XIX, viviam nesta ilhota tantos armadores ricos que a frota deles somava dois terços de todos os navios da Grécia.
Em 1821 esses navios foram para a guerra. Os hidriotas armaram brulotes — barcos-kamikaze que incendiavam a frota turca. O almirante Andreas Miaoulis e o capitão Konstantinos Kanaris tornaram-se heróis nacionais. Depois da vitória, a ilha se esvaziou — os comerciantes foram para o Pireu, os capitães se instalaram em Atenas. Mas ficaram seis mosteiros e mais de 300 igrejas e casarões que hoje colecionadores do mundo todo disputam.
A regra de ouro de Hydra — nada de motores. Sem carros, sem motos, nem bicicletas. As mercadorias são levadas por burros e todo mundo anda a pé — de estrelas de Hollywood a pescadores locais. Um passeio de burro leva cerca de 50 minutos e vale cada segundo. Por estas ruelas já passaram Leonard Cohen, que escreveu aqui suas melhores canções, Sophia Loren, Brigitte Bardot e Audrey Hepburn.
Dizem que até Angelina Jolie andou de burro por aqui — e o burro depois ganhou o apelido de Brad Pitt. Fique de olho no relógio: no cais há relógios com o horário de partida do navio. Hydra não deixa a gente ir embora fácil, mas o navio não espera.
Depois de Hydra, o navio serve um almoço em bufê — já incluído no preço do cruzeiro. Saladas com azeite, musaca, pastitsio, peixe fresco, legumes grelhados, arroz, massas e sobremesas — tudo o que você precisa para entender por que a cozinha mediterrânea está na lista do Patrimônio Imaterial da UNESCO. As bebidas são cobradas à parte: vinho, cerveja, coquetéis e café podem ser pedidos nos bares de cada convés.
Desde a manhã o convés ressoa com buzuki ao vivo. Os músicos tocam melodias folclóricas, rebetiko e, claro, aquele famoso tema de Mikis Theodorakis de Zorba, o Grego. Na volta, os artistas capricham — um show folclórico com danças de diferentes regiões da Grécia: o pentozali cretense, o kalamatianós das ilhas, a serra pôntica. O ponto alto — um sirtaki coletivo, quando o convés inteiro se dá os braços e dança junto.
O sirtaki, aliás, não é nada antigo — foi inventado para o filme de 1964. Anthony Quinn havia quebrado a perna antes das filmagens e não conseguia pular, então o coreógrafo Giorgos Provias criou uma dança com passos deslizantes, que começam devagar e aceleram até um ritmo frenético. Os gregos gostaram tanto dessa “invenção de Hollywood” que a transformaram em símbolo nacional. Não tenha vergonha — no sirtaki não existem passos “certos” ou “errados”, só kefi — a alegria grega de viver.
Segundo o mito, Zeus raptou a bela ninfa Egina, tomando a forma do fogo, e a levou para esta ilha. Aqui ela deu à luz Éaco — um futuro rei tão justo que, após a morte, os deuses o nomearam juiz no reino dos mortos. A ilha antes se chamava Enone, mas o nome da ninfa se mostrou mais forte.
A ciumenta Hera envenenou a água da ilha e o povo de Egina pereceu. O rei Éaco caiu de joelhos diante do carvalho sagrado de Zeus e rezou: “Dá-me tantos súditos quantas são as formigas desta árvore.” De manhã a ilha estava cheia de gente — os mirmidões, os “guerreiros-formiga”. Os mesmos mirmidões que Aquiles comandaria mais tarde diante das muralhas de Troia.
No século VI a.C., Egina tornou-se uma superpotência comercial e a primeira pólis europeia a cunhar a própria moeda — a “tartaruga” de prata. Apesar da eterna rivalidade com Atenas, em 480 a.C. os trirremes de Egina lutaram lado a lado com os atenienses na Batalha de Salamina e ajudaram a destroçar a frota de Xerxes. E em 1827 Egina tornou-se a primeira capital da Grécia livre — aqui funcionou o governo de Capodistrias e foram impressos os primeiros jornais do novo Estado.
Em Egina são oferecidas duas excursões opcionais (≈20 €). A primeira — ao Templo de Afaia, um dos templos dóricos mais bem preservados da Grécia, erguido no alto de uma colina com vista para três mares depois da vitória em Salamina. A segunda — ao Mosteiro de São Nectário, um dos maiores da Grécia, onde é guardada a cabeça do santo. Nectário de Egina é o santo grego mais venerado do século XX.
E, por fim, os pistaches. Os pistaches de Egina não se parecem com nenhum outro: menores, mais vivos e mais perfumados. As árvores foram trazidas para a ilha pelo próprio São Nectário e vingaram tão bem que hoje “pistaches de Egina” é uma marca conhecida em toda a Grécia. Compre um saquinho na orla — e tente não comer tudo antes de voltar para o navio. Em Egina também dá para nadar — o final perfeito do dia antes da volta a Atenas.
Perguntas frequentes
Respostas às perguntas mais frequentes sobre o cruzeiro das três ilhas. A excursão é conduzida em inglês.
Sim, ideal para famílias. O cruzeiro faz muito sucesso com famílias. Há tudo o que é preciso a bordo, o programa é variado e as ilhas agradam a adultos e crianças.
O almoço está incluído no preço. A bordo é servido um bufê com grande variedade de pratos gregos: saladas, pratos quentes, acompanhamentos e sobremesas. As bebidas (vinho, cerveja, coquetéis, café) são cobradas à parte nos bares de cada convés.
Sim, há tempo de sobra.
• Poros: 1 hora — caminhada pela orla
• Hydra: 1,5 hora — de burro ou a pé
• Egina: 2 horas — caminhada, banho de mar e excursão
Preço do cruzeiro
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